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Resumo em 10 segundos

Depois de anos de queda, casos e mortes por sarampo cresceram no mundo. O que acontece quando a prevenção mais barata deixa de chegar a quem precisa? 💉🧵

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O sarampo, doença evitável por vacina, voltou a crescer no mundo após a Covid-19. 💉🧵 Entre 2019 e 2023, os casos em crianças menores de 5 anos subiram 40%. Como uma proteção tão conhecida voltou a falhar para tanta gente?

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O contraste assusta: os casos globais caíram de 52,2 milhões em 1990 para 11,1 milhões em 2019. Em 2023, porém, chegaram a 15,6 milhões. Décadas de avanço podem ser perdidas tão rapidamente quando a vacinação é interrompida?

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As mortes também voltaram a subir. A taxa passou de 15,3 para 18,4 por 100 mil crianças menores de 5 anos entre 2019 e 2023. Foram 118 mil mortes de 2020 a 2023. Quantas eram plenamente evitáveis?

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A primeira dose da vacina caiu de 83,5% de cobertura em 2019 para 81% em 2023. Parece pouco? Para conter o sarampo, altamente contagioso, pequenos buracos na cobertura podem abrir espaço para grandes surtos.

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Os maiores aumentos ocorreram na África Subsaariana, Sudeste Asiático e Norte da África. A pergunta incômoda é: a criança que fica sem vacina mora onde há menos informação — ou onde faltam serviços, equipes e acesso regular à saúde?

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A pandemia desorganizou campanhas e atendimentos, mas a resposta não pode ser aceitar o retrocesso como inevitável. Vacinação exige postos acessíveis, busca ativa, comunicação confiável e financiamento contínuo. Prevenir deveria depender do CEP?

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O estudo na Nature Medicine mostra uma lição direta: o sarampo não desapareceu; ele espera brechas. Se duas doses podem proteger crianças, por que ainda tratamos a cobertura vacinal como meta secundária — e não como prioridade permanente?

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