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🦄🔬 Imagens 3D revelaram como a presa do narval, que inspirou lendas de unicórnios, combina espirais opostas para resistir a torção e flexão.

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A presa do narval, que por séculos foi vendida como “chifre de unicórnio”, acaba de ter seu segredo estrutural explicado. 🦄🔬 Um estudo na Nature Communications mostra por que ela cresce reta e resiste a grandes forças. 🧵

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Pesquisadores usaram imagens tridimensionais por raios X para investigar o dente, que pode atingir 3 metros. O resultado: sua arquitetura interna é muito mais sofisticada do que uma simples haste em espiral.

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A camada externa, de cemento, forma uma espiral para a esquerda. Já a dentina interna segue em espiral no sentido contrário. É uma “dupla espiral” com camadas torcidas em direções opostas.

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Segundo os autores, as forças opostas no encontro dessas camadas funcionam como um mecanismo de equilíbrio. Isso ajuda a presa a crescer reta — diferentemente das presas curvas de elefantes e morsas.

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O arranjo também aumenta a resistência à torção e à flexão. A presa é feita de colágeno mineralizado: fibras microscópicas reforçadas por nanopartículas de um mineral à base de cálcio.

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A estrutura interessa à engenharia de materiais. Ao copiar soluções desenvolvidas pela evolução, a biomimética pode inspirar materiais mais resistentes e eficientes, com menos desperdício de matéria-prima.

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Ainda não há consenso sobre a função da presa para o narval. Ela é mais comum nos machos e pode participar de disputas sociais, interações entre indivíduos ou percepção sensorial no ambiente marinho.

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Nos mares gelados próximos de Canadá, Groenlândia, Noruega e Rússia, o narval guarda uma lição de engenharia natural: às vezes, resistência não vem de uma peça rígida, mas do equilíbrio preciso entre forças contrárias.

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