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Resumo em 10 segundos

O fim do Sol talvez não seja um processo silencioso: milhares de ejeções de matéria podem transformar os gigantes gasosos em um caos cósmico. ☀️🪐

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O Sol não vai apenas envelhecer — ele pode bagunçar todo o Sistema Solar no processo. ☀️🪐 Simulações indicam que suas explosões finais podem cruzar órbitas e arremessar planetas gigantes para o espaço interestelar. 🧵

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A história começa daqui a cerca de 5 bilhões de anos, quando o Sol virar uma gigante vermelha e, depois, uma anã branca. Durante muito tempo, imaginou-se uma despedida lenta: perda de massa gradual, planetas externos relativamente seguros.

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Mas pesquisadores do Caltech e da Universidade de Michigan testaram um roteiro bem menos calmo. Em vez de perder matéria continuamente, o Sol moribundo pode expelir suas camadas externas em milhares de episódios separados.

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Cada ejeção seria como um pequeno “tranco” na trajetória do Sol. Isoladamente, quase nada. Somadas, porém, essas mudanças alteram a gravidade sentida pelos planetas — especialmente os gigantes que vivem nas franjas do Sistema Solar.

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Os modelos mais realistas estimam cerca de 4.600 ejeções, com cada uma liberando matéria equivalente a 33 Terras. O estudo usou observações do Gaia, da Agência Espacial Europeia, para basear esse cenário em sistemas com anãs brancas.

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O resultado é dramático: em 37 de 48 simulações, os planetas gigantes passaram a cruzar órbitas. Urano e Netuno poderiam trocar de lugar; Saturno poderia ser lançado para fora. Em 9 de cada 10 casos, ao menos um gigante vira planeta errante.

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E o caos pode começar quando o Sol tiver perdido só 10% de sua massa — até 100 vezes mais cedo que previsões tradicionais. Não é um risco para a humanidade, mas uma janela fascinante para entender planetas solitários vagando entre as estrelas.

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