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Resumo em 10 segundos

🔴 Por fora, Marte parece um planeta dividido. Agora, cientistas encontraram essa divisão também nas profundezas — e ela ajuda a contar a história do Planeta Vermelho. 🧵

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🔴 O interior do hemisfério sul de Marte pode estar entre 200°C e 400°C mais quente que o norte — com regiões parcialmente fundidas. A descoberta revela que a divisão visível na superfície do planeta continua muito abaixo dela. 🧵

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Na superfície, a diferença já era clara: o sul marciano tem terrenos altos, antigos e cheios de crateras; o norte reúne planícies mais baixas e lisas. Agora, o estudo indica que essa assimetria não é só uma “cicatriz” externa: ela alcança o manto.

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Mas como medir a temperatura de um lugar onde nenhuma sonda conseguiu chegar? A equipe usou dados de gravidade coletados durante décadas por Mars Global Surveyor, Mars Odyssey e Mars Reconnaissance Orbiter, missões da NASA.

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A técnica se chama tomografia de maré. Em termos simples: os cientistas observam minúsculas mudanças na velocidade das sondas enquanto Marte responde à atração do Sol. Essas variações entregam pistas sobre densidade, rigidez e calor nas camadas profundas.

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Com isso, foi possível criar um mapa 3D do interior marciano. Um manto mais quente costuma ser menos rígido e pode conter material parcialmente derretido. É como usar as pequenas “deformações” do planeta para fazer uma ultrassonografia de suas profundezas.

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A descoberta também ajuda a explicar anomalias magnéticas no sul. Minerais ricos em ferro guardam marcas de campos magnéticos antigos; um interior mais ativo e quente nessa região pode ter contribuído para a força desigual desse campo no passado.

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Os dados conversam com outra pista: a missão InSight detectou que ondas sísmicas perdiam energia mais rápido no sul, algo compatível com rochas mais quentes. Juntas, gravidade e sismologia mostram como missões públicas complementares decifram mundos distantes.

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Marte não é um globo geologicamente uniforme: ele preserva, no relevo, no magnetismo e agora no calor interno, uma história de contrastes extremos. Entender essa história é também entender quando o planeta teve condições mais favoráveis para água líquida — e talvez para vida.

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