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Resumo em 10 segundos

Após 22 anos caçando os flashes mais violentos do cosmos, o Swift deve reentrar na atmosfera nas próximas semanas. O que deu errado — e o que a missão deixa para a astronomia? 🌌

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O Observatório Neil Gehrels Swift, da NASA, está perdendo altitude e pode cair na Terra nas próximas semanas. 🌌🧵 Após 22 anos rastreando explosões cósmicas, uma tentativa de elevar sua órbita falhou — e o fim da missão se aproxima.

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Com 1.452 kg, o Swift está a cerca de 325 km de altitude. Quando cruzar os 300 km, provavelmente no início ou meados de outubro, a operação ficará inviável. A resistência da atmosfera aumenta rápido nessa faixa e acelera a queda.

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Lançado para detectar explosões de raios gama — alguns dos eventos mais energéticos do Universo —, o Swift podia apontar seus instrumentos em segundos para um novo clarão. Essa agilidade também o tornou valioso para cometas, asteroides e buracos negros.

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A aposta para salvá-lo era o LINK, satélite da Katalyst Space Technologies criado em apenas nove meses para acoplar ao Swift e elevar sua órbita. Era uma missão de alto risco: poucas semanas após o lançamento, o LINK perdeu o controle.

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O risco para pessoas no solo é considerado muito baixo, segundo a LeoLabs. Partes mais densas podem sobreviver à reentrada, mas o cenário mais provável é queda no oceano ou em regiões desabitadas. Baixo risco não significa risco zero — transparência importa.

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O caso expõe um dilema crescente: satélites envelhecem, a órbita baixa está cada vez mais congestionada e missões de extensão de vida ainda são experimentais. Resgatar equipamentos científicos pode reduzir perdas, mas exige padrões robustos de segurança orbital.

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O Swift vai se desfazer na atmosfera, mas seu legado permanece: duas décadas ajudando a astronomia a reagir rapidamente ao imprevisível. No Universo dos fenômenos mais breves, observar no instante certo pode mudar tudo.

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