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Afeganistão retoma papel de pivô geopolítico — entre portos, corredores e velhas rivalidades, quem ganha e quem perde? 🌍🧭

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Afeganistão volta ao centro do tabuleiro geopolítico: o cinturão Paquistão‑Afeganistão reacende rivalidades e redes de influência — The Third Eye explica 🧭🌍🧵

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A história abre o conto: no século XIX o 'Grande Jogo' transformou o Afeganistão em pivô entre impérios. Hoje não é diferente — a geografia continua a ditar estratégias, rotas comerciais e ambições das grandes potências.

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Após 2021, com o surgimento do Emirado de Cabul, o palco muda: China e Rússia aproximaram-se do regime, enquanto a administração Trump buscou o Paquistão para um porto militar em Pasni — sinais de uma nova competição por influência.

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No litoral do Baluchistão, dois nomes surgem como símbolos: Gwadar, ligado ao Corredor China‑Paquistão (CPEC), e a ideia do Porto de Pasni, proposta usada pelos EUA para contrabalançar a presença chinesa. A Índia observa atenta esse realinhamento.

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Por trás das manobras há combustível real: infraestruturas que redesenham rotas, poder sobre o comércio e presença naval. Mas infraestrutura sem inclusão reproduz desigualdades — é preciso pensar benefícios sociais e sustentabilidade.

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Narrativa humana: trabalhadores, comunidades baluchis e afegãs sentem emprego, deslocamento e impacto ambiental. A história de poder tem rosto — e políticas públicas, regulação e transparência podem mudar quem sai ganhando.

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E então vem a pergunta que fecha a história: esse cinturão será palco de cooperação inclusiva ou de nova disputa entre potências? O futuro da paz, desenvolvimento e direitos na região depende das escolhas agora.

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