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Resumo em 10 segundos

Um estudo da Consultoria do Senado joga luz sobre uma rotina invisível: cuidar de crianças, idosos e da casa também é trabalho. 🧵

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Quem prepara a comida, acompanha uma criança ao médico ou cuida de um idoso para que o resto da família possa trabalhar? Um estudo da Consultoria do Senado chama atenção para essa engrenagem quase invisível: o trabalho de cuidado. 👩🏽‍🍼🧵

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A pesquisa, intitulada “O cuidado no direito das famílias”, mostra como essa tarefa foi historicamente atribuída às mulheres. Aos homens, o trabalho remunerado e “produtivo”; a elas, o lar, os filhos e parentes que precisam de assistência.

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A narrativa parecia simples: cuidar seria uma vocação feminina, uma prova de amor. Mas essa ideia teve um efeito político e econômico profundo: transformou horas de trabalho indispensável em algo natural — e, por isso, pouco reconhecido. ⏳

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Brunella Miguez, uma das autoras, faz uma distinção importante: reconhecer valor econômico no cuidado não é “colocar preço no amor”. É impedir que o afeto seja usado como desculpa para manter mulheres invisíveis e sobrecarregadas.

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Sem alguém cuidando, dificilmente crianças estudam, idosos têm acompanhamento e trabalhadores conseguem sair de casa. O cuidado sustenta a economia inteira — embora muitas vezes não apareça nas contas, nos salários ou nas decisões públicas. 🏛️

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O peso também não é igual entre todas. O estudo destaca que mulheres negras e de baixa renda enfrentam uma carga ainda maior, frequentemente realizando o cuidado direto em casa e no mercado de trabalho, com menos proteção e remuneração.

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A discussão chega ao centro da política: creches acessíveis, serviços públicos de atenção a idosos, licenças parentais mais equilibradas e direitos para trabalhadoras do cuidado não são detalhes. São formas de dividir uma responsabilidade que hoje recai de modo desigual.

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O estudo do Senado deixa uma pergunta difícil, mas necessária: se cuidar é o que permite que a sociedade funcione, por que esse trabalho continua sendo tratado como obrigação privada de tantas mulheres? Reconhecer o problema é o primeiro passo para redistribuí-lo.

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