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Bolotana, na Sardenha, intriga pesquisadores com uma longevidade feminina muito acima da média italiana. 🧬

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Um vilarejo da Sardenha está chamando a atenção da ciência: em Bolotana, 13,83% das mulheres que chegam aos 70 anos podem alcançar os 100. O índice é quase quatro vezes o estimado para a Itália. 🧬🧵

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Bolotana tem cerca de 2,2 mil habitantes. Para comparação, a probabilidade estimada de uma italiana de 70 anos chegar aos 100 é de 3,54%. Na pequena comunidade, a estimativa foi de 13,83%, segundo estudo da Frontiers in Aging.

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Os dados analisados vão de 2021 a 2025. Mulheres de Bolotana que completam 70 anos têm expectativa de viver mais 20,85 anos, em média — acima dos 18,06 anos observados na média nacional italiana.

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A equipe conferiu documentos civis e registros paroquiais. Entre 3.060 pessoas nascidas no município de 1900 a 1925, 38 chegaram aos 100 anos. Em 2025, havia 12 centenários entre aproximadamente 2.266 moradores.

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O caso foge ao padrão da “zona azul” sarda, tradicionalmente associada à longevidade masculina. Agora, Bolotana surge como possível nova zona azul, mas com destaque para mulheres muito idosas.

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Ainda não há uma explicação comprovada. Os cientistas investigam a combinação de genética, alimentos locais, caminhadas no cotidiano e redes familiares e comunitárias duradouras — fatores associados ao bem-estar, não a uma causa direta já demonstrada.

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Há um alerta estatístico: populações pequenas podem produzir variações grandes. Entre 2015 e 2019, por exemplo, a chance estimada era bem menor. Estudos de longo prazo serão decisivos para saber se o fenômeno se mantém.

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Bolotana não oferece uma “fórmula” para viver 100 anos. Mas reforça uma pergunta científica importante: além da biologia, quanto pesam o ambiente, a rotina e os vínculos sociais na forma como envelhecemos?

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