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Resumo em 10 segundos

Uma motorista enfrentou dois acidentes na mesma jornada e será indenizada em R$ 10 mil. O caso expõe o custo humano da manutenção negligenciada. 🚌⚠️

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Uma motorista de ônibus de Machado (MG) será indenizada após viver uma jornada que não deveria acontecer: um coletivo pegou fogo e, horas depois, outro teria apresentado falha nos freios. 🚌🔥🧵

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A Justiça do Trabalho fixou R$ 10 mil por danos morais e concluiu que a trabalhadora foi exposta a condições inseguras. O ponto central não é só o valor: é o que a decisão reconhece sobre o risco de colocar um veículo sem condições na rua.

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Segundo a motorista, problemas em freios, embreagem, portas e vazamentos eram comunicados por fichas de manutenção. A alegação é grave porque manutenção preventiva não é detalhe operacional: é uma barreira essencial contra acidentes.

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A empresa negou frota sucateada, disse realizar revisões periódicas e sustentou que o acidente poderia ter relação com perda de controle em uma rua íngreme. Mas a prova oral pesou: houve confirmação de incêndio e de perda de freios no mesmo dia.

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O caso revela uma falha de gestão conhecida no transporte coletivo: quando alertas de quem dirige não viram ordem de serviço, diagnóstico e reparo verificável, o sistema transforma manutenção em promessa — e risco em rotina.

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Freios são sistemas críticos. Não basta “manter a frota rodando”: é preciso inspeção rastreável, peças adequadas, testes, registro de falhas e poder real para o motorista retirar um veículo de operação sem sofrer pressão.

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A segurança do ônibus protege primeiro motorista e passageiros, mas alcança toda a cidade: pedestres, ciclistas e outros condutores. Transporte público confiável depende de tarifa, fiscalização e contratos que não tratem manutenção como custo descartável.

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Dois acidentes em uma jornada são um alerta contundente: em mobilidade urbana, economia na oficina pode aparecer depois como incêndio, colisão e vidas em risco. Manutenção não é gasto acessório; é requisito mínimo para um ônibus circular.

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