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Restrições ao transporte coletivo levaram o STF a estender a votação até as 19h. Mas tempo extra resolve um ônibus que não passa? 🚌🗳️

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Ônibus com circulação restrita no dia da votação e eleitores sem como chegar às urnas: até que ponto mobilidade urbana pode decidir uma eleição? 🚌🗳️ O STF ampliou o horário de votação até as 19h neste domingo (25). 🧵

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A decisão do ministro Cristiano Zanin veio após relatos de limitações no transporte coletivo em diversas cidades. A pergunta central é simples: de que adianta a urna estar aberta se o caminho até ela foi encurtado?

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A ação foi apresentada pela campanha de Lula, que apontou o risco de eleitores perderem o voto por dificuldades de deslocamento. Transporte público é só um serviço urbano — ou uma infraestrutura básica para exercer direitos?

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Estender a votação cria uma janela maior, mas não coloca mais ônibus na rua. Quem depende de linhas periféricas, integrações longas e horários reduzidos consegue realmente recuperar o tempo perdido?

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O episódio expõe uma questão que vai além do domingo eleitoral: quando a oferta de transporte coletivo falha, quem paga a conta é justamente quem não tem carro, moto ou alternativa particular. Isso é mobilidade ou exclusão?

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A medida busca evitar que restrições na circulação impeçam o acesso às urnas no segundo turno de 2026. Mas deveria ser necessário recorrer ao STF para garantir que o transporte funcione quando a cidade mais precisa dele?

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Mais horas para votar é uma proteção importante. Ainda assim, a solução duradoura parece óbvia: transporte coletivo planejado, fiscalizado e acessível — porque o direito de se deslocar não deveria depender de improviso.

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