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🚍 A retenção de coletivos nas garagens virou caso de Justiça Eleitoral em Salvador — e expõe o custo imediato de uma frota reduzida para quem depende do transporte público.

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Ônibus retidos em garagens, passageiros sem transporte e uma decisão extrema: o TRE-BA determinou a prisão em flagrante do secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, segundo a notícia. A ordem também exige 100% da frota nas ruas. 🚍🧵

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O gatilho foi a redução da oferta de ônibus à população. Quando veículos ficam nas garagens, o efeito não é abstrato: lotação, espera maior, perda de conexão e atrasos no trabalho, na escola e em atendimentos de saúde se espalham pela cidade.

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A determinação do presidente do TRE-BA, desembargador Maurício Kertzman Szporer, prevê recomposição imediata da frota municipal. Em caso de descumprimento, Semob e concessionárias podem receber multa de R$ 1 milhão por hora.

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O valor chama atenção, mas a pergunta central é outra: como o sistema chegou a um ponto em que a circulação de ônibus precisou de intervenção judicial? Transporte coletivo é serviço essencial; não pode funcionar como variável de disputa ou pressão operacional.

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A denúncia partiu da Federação Brasil Esperança, e a Polícia Federal foi encarregada de cumprir a ordem de prisão em flagrante. O caso ocorreu em contexto eleitoral, mas seu impacto mais concreto está no asfalto: menos ônibus significa menos direito de ir e vir.

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Há também responsabilidade compartilhada. Poder público precisa fiscalizar e planejar; concessionárias, cumprir o serviço contratado. E usuários merecem transparência em tempo real sobre frota, linhas afetadas e motivos de qualquer redução — não descobrir o problema já no ponto.

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Uma cidade grande não pode depender de decisões emergenciais para garantir algo básico: ônibus rodando. A crise em Salvador reforça que mobilidade urbana exige contratos fiscalizáveis, planejamento e prioridade a quem não tem alternativa ao transporte público.

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