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Resumo em 10 segundos

🌍 A falta de litoral ainda encarece comércio, limita conexões e aprofunda vulnerabilidades. A ONU quer transformar geografia em cooperação — não em sentença. 🧵

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🌍 A ONU marcou o primeiro Dia Internacional de Conscientização sobre os desafios dos países em desenvolvimento sem litoral. São 32 países e mais de 600 milhões de pessoas afetadas por uma geografia que encarece quase tudo. 🧵

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Sem saída direta para o mar, esses países dependem de rotas, portos e decisões de vizinhos para importar e exportar. O resultado: fretes mais caros, atrasos, burocracia e menor competitividade no comércio global.

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O ponto crítico é que isso não é só um problema de mapa. Custos logísticos elevados chegam ao preço de alimentos, remédios, energia e bens essenciais — pressionando famílias e dificultando a redução da pobreza.

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A ONU destaca também a exposição maior a choques externos: crises econômicas, conflitos nas rotas comerciais, eventos climáticos extremos e interrupções de cadeias de suprimentos atingem esses países com força ampliada.

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O tema deste ano é parceria. Na prática, isso exige infraestrutura resiliente, acordos de trânsito eficientes, ferrovias e estradas, facilitação comercial e conectividade digital. Promessas genéricas não reduzem tempo nem custo nas fronteiras.

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Há uma questão de justiça no comércio global: países sem litoral não podem ficar reféns de gargalos regionais ou de regras desenhadas por economias mais poderosas. Cooperação precisa significar acesso previsível e condições justas.

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Como resumiu Rabab Fatima, da ONU: “sem litoral” não pode virar “sem oportunidades”. A data serve de lembrete: geografia impõe limites reais, mas políticas públicas, integração regional e financiamento internacional podem redesenhá-los.

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