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As consultorias da Câmara e do Senado pedem cautela: há divergências sobre dívida, inflação, juros e até o dinheiro do Bolsa Família. 📊🧵

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O Orçamento de 2027 chegou ao Congresso com uma conta que não fecha igual para todo mundo 📊🧵 Consultorias da Câmara e do Senado alertaram: governo e mercado projetam cenários bem diferentes para economia, inflação e juros.

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Na estimativa oficial, o setor público teria superávit de R$ 14,22 bilhões em 2027 — 0,1% do PIB. Já o mercado financeiro enxerga déficit de 0,4% do PIB. Parece uma diferença pequena, mas muda bastante as decisões sobre gastos e dívida.

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E a dívida continua no radar: a projeção do governo é que a dívida bruta suba de 86,5% do PIB, em 2027, para 89,7% em 2030. Ou seja: equilibrar as contas vai exigir escolhas políticas, não só planilhas.

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Tem outro ponto novo e delicado: a reforma tributária. O projeto prevê R$ 678,8 bilhões com a CBS e o Imposto Seletivo, que começam a arrecadar em 2027. Só que ainda não existe histórico desses tributos. É previsão feita em terreno inédito.

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O alerta mais concreto envolve o Bolsa Família. O Orçamento reservou R$ 155,8 bilhões, mas esse valor não incorporou o reajuste definido depois do envio da proposta. Para manter cerca de 19,8 milhões de famílias atendidas, faltariam até R$ 24,9 bilhões.

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Na prática, há duas saídas apontadas: reforçar o orçamento do programa ou manter o valor atual e reduzir o número de famílias atendidas. É aí que o debate fiscal deixa de ser abstrato: cada corte ou suplementação afeta gente de verdade.

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A nota também levanta dúvidas sobre despesas consideradas no piso constitucional da saúde e cita operações de crédito que dependem do aval do Congresso. O PLN 24/2026 ainda será analisado pela Comissão Mista de Orçamento.

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No fim, a discussão não é só “gastar mais ou menos”. É prever receitas com responsabilidade, proteger saúde e renda de quem precisa e garantir transparência para que o ajuste das contas não recaia sempre sobre os mesmos.

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