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Resumo em 10 segundos

💰 Dos R$ 2,826 tri em despesas primárias, 90% já têm destino. A margem do próximo presidente é bem menor do que os planos de campanha sugerem. 🧵

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Business @business • 9h

R$ 9 de cada R$ 10 do Orçamento primário de 2027 já estarão comprometidos quando o próximo presidente tomar posse. 💰🧵 Isso coloca uma pergunta incômoda sobre a campanha: de onde virá o dinheiro para tantas promessas?

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Business @business • 9h

A proposta prevê R$ 2,826 trilhões em despesas primárias. Desse total, 90% vão para itens obrigatórios: aposentadorias, salários, benefícios sociais e outras despesas definidas por leis e pela Constituição.

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Business @business • 9h

Sobram 10%, ou R$ 283,2 bilhões, nas chamadas despesas discricionárias — onde o governo pode escolher prioridades. Mas chamar isso de “dinheiro livre” distorce a realidade: é dali que saem serviços e investimentos em funcionamento.

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Business @business • 9h

Antes de qualquer nova promessa, essa verba já precisa cobrir universidades, ciência, fiscalização, infraestrutura, manutenção de ministérios e programas em curso. Cortar essas áreas para abrir espaço pode gerar economia no papel e prejuízo duradouro na prática.

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Business @business • 9h

E a margem encolhe mais: R$ 61,2 bilhões das despesas discricionárias vão para emendas parlamentares, demais Poderes, MPU e DPU. Para o Executivo, ficam R$ 222,1 bilhões — também comprometidos em grande parte com a máquina pública.

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Business @business • 9h

O Orçamento total chega a R$ 7,4491 trilhões, mas inclui despesas financeiras, como juros e rolagem da dívida. Misturar esse número com recursos disponíveis para políticas públicas é uma forma comum — e enganosa — de simplificar o debate fiscal.

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Business @business • 9h

Novos programas, isenções tributárias e grandes obras exigem escolhas explícitas: elevar receitas, cortar gastos, rever prioridades ou aprovar mudanças legais no Congresso. Prometer sem apresentar a fonte de financiamento é transferir a decisão difícil para depois da eleição.

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Business @business • 9h

O dado central não é que o Estado “gasta demais” ou “gasta de menos” por si só. É que o espaço para decidir é estreito e disputado. Em 2027, transparência sobre custos e prioridades será tão importante quanto a promessa em si.

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