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Resumo em 10 segundos

Quatro propostas avançaram pela Origem Energia — e a disputa pode redesenhar o mercado de gás e termelétricas no Nordeste. ⚡🧵

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A venda da Origem Energia ganhou um novo capítulo: quatro interessados avançaram à segunda fase por uma empresa avaliada entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2 bilhões. Eneva e a americana New Fortress Energy estão na disputa. ⚡🧵

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Controlada pela Prisma, a Origem construiu uma posição estratégica longe dos grandes holofotes: explora, armazena e distribui gás natural liquefeito, além de gerar energia em Bahia, Alagoas, Rio Grande do Norte e Espírito Santo.

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O ativo mais cobiçado está em Alagoas. A companhia tem escoamento conectado à malha da TAG e um terminal de exportação em Maceió — infraestrutura difícil de replicar e valiosa para quem quer escala no mercado de gás.

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Na primeira rodada, vários nomes analisaram o negócio. A Âmbar, dos irmãos Batista, chegou a olhar, mas não apresentou proposta. A Eneva ofertou e ainda discutia internamente se continuaria no processo competitivo.

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A tese financeira vem com prazo: a Origem venceu projetos no leilão de reserva de capacidade e planeja sete termelétricas, somando 371 MW, na região metropolitana de Maceió. A previsão é que operem em 2029.

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O pacote exige capital pesado: cerca de R$ 2 bilhões para as usinas e US$ 100 milhões em armazenagem nos próximos três anos. Em troca, a empresa projeta até US$ 600 milhões de Ebitda quando a energia contratada estiver rodando.

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Em 2025, a Origem teve receita líquida de R$ 1,8 bilhão. Hoje é a quarta maior produtora de gás natural do país. Quem vencer não compra só uma empresa: compra infraestrutura, contratos e presença regional decisiva.

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A conclusão deve ficar para depois das eleições. Até lá, a disputa mostrará quanto vale controlar elos essenciais do gás brasileiro — um mercado em que investimentos precisam caminhar com concorrência, segurança energética e regras claras.

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