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A cápsula voltou da Lua a Mach 39, encarou mais de 2.200 °C do lado de fora e manteve a tripulação a confortáveis 23 °C. 🔥🌕

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A Orion voltou da Lua a cerca de 39 vezes a velocidade do som, atravessou um ambiente acima de 2.200 °C e manteve quatro astronautas a aproximadamente 23 °C. 🔥🌕 A NASA confirmou: o escudo térmico da Artemis II funcionou como planejado. 🧵

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Esse é um dos momentos mais brutais de qualquer missão lunar: a reentrada. A nave chega tão rápido que o ar à frente dela vira uma barreira de calor intenso. O escudo não elimina o desafio — ele absorve e dissipa essa energia para preservar a tripulação.

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O segredo tem nome: Avcoat. O escudo da Orion é formado por 186 blocos desse material ablativo, feito para se desgastar de modo controlado. Ao perder camadas, ele leva embora parte do calor e impede que a estrutura da cápsula superaqueça.

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A confirmação também mostra o valor de aprender com missões anteriores. Após a Artemis I, a NASA estudou rachaduras e perda de material, realizou testes e ajustou a trajetória de reentrada da Artemis II para reduzir a exposição ao calor extremo.

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As inspeções após o pouso foram animadoras: mergulhadores, equipe do navio de recuperação e especialistas encontraram menos rachaduras e menor perda de material que na Artemis I. É engenharia avançando com dados reais, não com suposições.

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Agora, o escudo segue sob investigação no Centro Marshall, no Alabama. Amostras pequenas, exames de raios X e análises das junções entre blocos vão revelar como cada região se comportou. Cada detalhe melhora a segurança das próximas viagens.

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Voltar da Lua em segurança exige décadas de ciência, equipes diversas e testes rigorosos. O desempenho da Orion é uma ótima notícia para o futuro do programa Artemis: explorar mais longe só faz sentido quando a tecnologia traz as pessoas de volta para casa. 🚀

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