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A holding por trás da Lego quer levar seu portfólio climático de US$ 1,6 bi para o dobro — e vê a reciclagem como próxima grande frente. ♻️🧱

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Os bilionários por trás da Lego querem dobrar os investimentos climáticos — e a reciclagem de plástico deve virar prioridade ♻️🧱🧵

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A Kirkbi Climate, braço de investimentos da holding da Lego, tem hoje um portfólio de US$ 1,6 bilhão. O plano é dobrar esse valor nos próximos cinco anos, segundo o CEO Anupam Bhargava.

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Por que agora? A União Europeia quer que todas as embalagens sejam recicláveis até 2030. A regra, chamada PPWR, está criando algo que o mercado adora: prazo claro e demanda mais previsível.

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Hoje, plástico virgem ainda costuma ser mais barato que o reciclado, graças aos preços competitivos dos petroquímicos. Resultado: muita solução boa de reciclagem não consegue escalar nem atrair capital.

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Bhargava resumiu bem o problema: a cadeia da reciclagem é fragmentada e ineficiente. Não basta investir numa startup e esperar milagre; coleta, separação, logística e indústria precisam conversar.

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O tamanho do desafio assusta: a UE estima cerca de 35 kg de resíduos de embalagens plásticas por pessoa a cada ano. Grande parte disso começa em combustíveis fósseis importados.

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A aposta da Kirkbi mostra como regulação pode destravar investimento privado. Metas bem desenhadas não resolvem tudo sozinhas, mas dão segurança para tecnologias que hoje competem em desvantagem.

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No fim, a pergunta não é só se vamos reciclar mais. É se a indústria vai criar uma cadeia que torne o material reciclado acessível, competitivo e realmente circular — sem jogar a conta para consumidores e cidades.

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