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Resumo em 10 segundos

Participação estrangeira na B3 cai a 57,7% em agosto, enquanto o medo fiscal e os juros altos redesenham o apetite pelo Brasil. 📉💸

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O investidor estrangeiro está reduzindo sua presença na Bolsa brasileira — e agosto pode ser o pior mês de 2026. 📉🧵 A participação caiu para 57,7%, ante 59,7% em julho. O mercado está vendo um alerta passageiro ou uma perda de confiança mais profunda?

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De janeiro a maio, os estrangeiros respondiam por 60,2% a 62,2% das negociações em ações na B3. Agora, o recuo é claro. Se o capital global vê mais risco no Brasil, por que o investidor local deveria simplesmente ignorar esse sinal?

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O saldo de agosto caminha para uma saída superior a R$ 18,6 bilhões: o pior resultado mensal desde pelo menos janeiro de 2022. Ainda há entrada líquida de R$ 22,3 bilhões no ano — mas até quando esse colchão resiste?

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A preocupação central é fiscal: o mercado questiona se o ajuste esperado para o próximo ano será suficiente para frear a dívida pública. Mas qual é o custo de tentar tranquilizar investidores apenas com cortes, sem preservar investimento e serviços essenciais?

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A Selic está em 14%, e os juros futuros apontam 13,6% em 2027 e 14% em 2028. Juros altos podem conter inflação, mas também encarecem crédito, travam empresas e esfriam empregos. A conta desse remédio está sendo distribuída de forma justa?

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Do lado externo, a possível alta de juros nos EUA torna os Treasuries ainda mais atraentes: retorno em dólar com risco percebido menor. Por que assumir volatilidade emergente se o ativo mais seguro passa a pagar mais? É essa comparação que pesa contra a B3.

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O Ibovespa acumulava queda de 1,31% até 28 de agosto, o 2º pior mês de 2026. A saída dos gringos não explica tudo, mas expõe uma questão incômoda: uma Bolsa tão dependente de capital externo consegue sustentar crescimento estável?

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