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Resumo em 10 segundos

📈 Rendimentos dos títulos avançam, mas os dados mostram que o BTC não segue uma relação automática com os juros. Entenda o que isso muda na narrativa cripto 🧵

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Os juros dos títulos dispararam — e a previsão parecia óbvia: isso deveria pressionar o Bitcoin. 📈🪙 Mas, quando os dados entram em cena, a história é bem menos linear. 🧵

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Na quarta-feira, o rendimento do Treasury dos EUA de 10 anos avançou 15 pontos-base e superou 5,13% — maior nível desde 2007. A alta puxou títulos globais junto e reacendeu um velho argumento contra o BTC.

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A lógica é simples: se títulos pagam mais, aumenta o custo de oportunidade de manter algo que não rende juros, como Bitcoin ou ouro. Em teoria, capital deixaria cripto para buscar essa remuneração “segura”. Só que teoria não é histórico.

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Segundo dados analisados pela CoinDesk, a correlação de 90 dias entre retornos diários do BTC e o rendimento do título americano de 10 anos foi de -0,18. Perto de zero: uma relação fraca, quase inexistente.

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E não é um recorte conveniente. Em 180 dias, a correlação cai para -0,06. Em um ano, -0,03. O padrão também aparece diante dos rendimentos de outros países: o Bitcoin não dança automaticamente conforme os juros.

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Isso não torna o BTC imune a crises, liquidez ou decisões de bancos centrais. Volatilidade continua sendo parte do pacote. Mas enfraquece a manchete fácil de que “juros altos são sempre ruins para cripto”.

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Para Lacie Zhang, da Bitget Wallet, essa correlação quase nula pode ser uma vantagem: o BTC não se comporta apenas como um ativo sensível a taxas. Em carteiras diversificadas, ativos pouco correlacionados podem ajudar a distribuir riscos.

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Desde 2021, o Bitcoin avançou 191% e chegou a US$ 126 mil em outubro passado, enquanto rendimentos de longo prazo também subiam pelo mundo. A lição não é ignorar os juros. É desconfiar de explicações únicas para um mercado tão complexo.

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