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🔴 O James Webb encontrou centenas de minúsculas luzes no Universo jovem — e elas podem esconder buracos negros gigantes antes mesmo de suas galáxias amadurecerem.

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O James Webb viu pequenos pontos vermelhos no Universo jovem — e eles podem esconder buracos negros supermaciços que cresceram antes de suas próprias galáxias. 🔴🧵

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Eles parecem discretos nas imagens: fontes compactas de luz infravermelha, tão distantes que aparecem como eram quando o Universo tinha cerca de 1 bilhão de anos. Olhar para eles é olhar para um capítulo quase perdido da história cósmica.

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O detalhe mais intrigante: boa parte da luz desses objetos vem de uma região com menos de 2% do tamanho da Via Láctea. Em um espaço minúsculo, pode haver uma atividade energética colossal.

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Desde 2023, astrônomos discutem duas possibilidades: seriam buracos negros devorando matéria em ritmo intenso ou regiões de formação explosiva de estrelas? A resposta muda o que sabemos sobre o nascimento das galáxias.

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Para investigar, a equipe liderada por Yiyang Zhang analisou mais de 400 pontos vermelhos no levantamento COSMOS-Web, uma área do céu equivalente a três luas cheias. O desafio era separar o brilho do núcleo da luz das estrelas ao redor.

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Usando a modelagem óptica do Webb, os pesquisadores removeram virtualmente a emissão central das imagens. É como apagar o farol mais forte de uma cidade distante para finalmente enxergar seus bairros.

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Se parte desses pontos for mesmo alimentada por buracos negros supermaciços, talvez os gigantes cósmicos não tenham apenas acompanhado a formação das galáxias: eles podem ter chegado cedo demais — e ajudado a moldá-las desde o começo.

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