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Resumo em 10 segundos

Bancos centrais compraram cerca de 63 toneladas em setembro, maior volume mensal desde 2024. 🪙 O que eles estão vendo que o mercado ainda tenta decifrar?

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O ouro pode bater novos recordes nos próximos 12 a 24 meses, segundo gestores — e os bancos centrais parecem estar levando essa tese bem a sério. 🪙🧵

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Em setembro, bancos centrais compraram cerca de 63 toneladas de ouro, segundo dados preliminares do Conselho Mundial do Ouro. É o maior volume mensal desde novembro de 2024.

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O movimento chama atenção porque ouro não rende juros nem distribui dividendos. Quem compra está, basicamente, buscando proteção para um cenário de mais incerteza econômica, tensão geopolítica e volatilidade.

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No curto prazo, o metal até caiu 2%, para US$ 4.075 por onça-troy, com a expectativa de juros mais altos nos EUA. Juros maiores costumam pressionar o ouro, já que títulos americanos ficam mais atraentes.

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Mas a visão de muitos fundos vai além da próxima reunião do Fed. Charlotte Yonge, da Troy Asset Management, projeta novo recorde em 12 a 18 meses. Para ela, a dívida pública americana é parte central da equação.

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A lógica é simples: governos podem emitir moeda para enfrentar crises; ouro, não. Quando cresce a desconfiança sobre inflação, dívida e moedas, o metal volta a ganhar status de “porto seguro”.

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O ouro já passou de US$ 5.500 por onça em janeiro antes de recuar. Prever preço é sempre arriscado, claro. Mas compras recordes de bancos centrais mostram que a busca por proteção não é só papo de gestor: ela já está acontecendo.

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