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🌊 Enquanto ilhas do Pacífico enfrentam o avanço do mar, a ausência de líderes na Pré-COP31 expõe o abismo entre discurso e compromisso climático.

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🌊 A Pré-COP31 reúne comunidades do Pacífico em Fiji e Tuvalu, mas pode ocorrer sem muitos líderes mundiais. Para a Anistia Internacional, o problema não é só a cadeira vazia: é a promessa vazia diante de países que já perdem território para o mar. 🧵

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O contraste é brutal: Tuvalu emite menos de 0,003% dos gases de efeito estufa globais, mas está entre os lugares mais expostos à subida do nível do mar, à intrusão de água salgada e a eventos extremos. Quem menos causou a crise paga a conta mais alta.

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A discussão, portanto, não é apenas ambiental. Água potável, alimento, moradia, saúde e o direito de permanecer na própria terra estão em jogo. Tratar ilhas do Pacífico como “casos distantes” ajuda a normalizar uma injustiça climática muito concreta.

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O alerta ganha peso após um verão europeu excepcionalmente quente e agosto de 2026 empatar como o mais quente já registrado. Com risco de El Niño forte, incêndios, secas e enchentes tendem a ampliar impactos — sobretudo onde a proteção pública é mais limitada.

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Fiji diz que a cúpula seguirá “com ou sem” as grandes potências. É um recado político relevante: a agenda climática não pode depender da conveniência de quem tem maior responsabilidade histórica pelas emissões e mais recursos para agir.

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Mas presença, por si só, também não basta. A Pré-COP31 precisa produzir cortes verificáveis de emissões, financiamento acessível para adaptação e apoio a soluções definidas pelas próprias comunidades — não projetos impostos de fora para dentro.

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A COP31, em novembro, será testada por uma pergunta simples e incômoda: líderes vão reconhecer que a sobrevivência de povos do Pacífico exige obrigações concretas, ou repetir compromissos que o avanço do mar já desmentiu?

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