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Relatos diante da ONU mostram como leis que podem prever pena de morte estão sendo usadas contra minorias. Um fio sobre justiça, medo e urgência. 🧵

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Paquistão acusado na ONU de usar leis de blasfêmia para oprimir comunidades 😔 🧵 Representante da GHRD afirmou no Conselho de Direitos Humanos que estatutos com possível pena de morte têm resultado em punições extremas e medo generalizado.

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O número é chocante: pelo menos 53 pessoas estariam no corredor da morte por acusações ligadas à blasfêmia. Ahmadis, cristãos e hindus aparecem desproporcionalmente entre os acusados — muitas vezes por disputas pessoais, não por crimes religiosos reais.

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Ao ouvir os relatos, dá para imaginar pequenas cidades onde uma acusação se espalha como fogo. Vizinhos, rivalidades locais e preconceito histórico convergem, transformando uma acusação em sentença social muito antes do veredito judicial.

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As plataformas digitais também entram na história: postagens e vídeos viralizam, incitam multidões e, por vezes, culminam em ataques e linchamentos. A GHRD pediu atenção sobre como o online pode alimentar violência offline — e sobre responsabilidade das plataformas.

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Em 2024, organizações da sociedade civil relataram suspeitas de várias execuções extrajudiciais relacionadas a alegações de blasfêmia. Quem comete esses crimes raramente é julgado — criando uma sensação de impunidade que perpetua a violência.

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No fim, a história que veio à ONU é sobre direito à vida, igualdade diante da lei e proteção de minorias. A mensagem foi clara: é urgente reforma legal e medidas de proteção — ou vamos continuar vendo acusações usadas como arma contra os mais vulneráveis.

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