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Enquanto os EUA entram na reta final das midterms, estudantes da diáspora enfrentam um obstáculo menos visível: conseguir exercer o voto fora de casa. 🌍🗳️

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Enquanto as midterms dos EUA dominam o noticiário, estudantes internacionais vivem outra corrida eleitoral: conseguir votar em seus países de origem. Para muitos, o direito ao voto depende de dinheiro, deslocamento e burocracia. 🌍🗳️ 🧵

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Na Tufts University, estudantes internacionais representam 15% do corpo discente. Para eles, eleição não é só escolher candidatos: é descobrir se haverá seção eleitoral, preencher formulários com antecedência e, às vezes, faltar ao trabalho para viajar.

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A sérvia Lenka Smiljanic precisa solicitar a mudança de local de votação a cada eleição e comparecer presencialmente. A Sérvia não oferece voto postal — e uma seção no exterior só pode ser considerada quando há ao menos 100 eleitores registrados na área.

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Mesmo atingir esse número não garante a abertura da seção. Por isso, estudantes de Boston preferiram se registrar em Nova York, onde já houve local de votação, e arcar com a viagem do próprio bolso. O custo prático vira um filtro para a participação política.

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É um contraste importante: o voto é formalmente um direito, mas seu acesso pode depender de renda, tempo livre, transporte e informação. Quando votar exige uma viagem interestadual, a democracia tende a ouvir melhor quem pode pagar para participar.

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Nica Gojan, cidadã da Romênia e da Moldávia, relata um modelo mais flexível. A Moldávia instalou seções temporárias até em um restaurante moldavo. Pode soar inusitado, mas locais próximos da comunidade ajudam a reduzir distância e isolamento da diáspora.

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A questão não é apenas logística: diásporas enviam remessas, mantêm laços familiares e são afetadas diretamente pelas decisões de seus governos. Ampliar voto postal seguro, seções temporárias e informação consular é fortalecer a representatividade — não facilitar demais.

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