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🤖 O economista Joel Mokyr vê a IA como catalisadora de energia limpa, tratamentos e ciência — mas alerta: nossas instituições podem frear esse salto.

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O Nobel de Economia Joel Mokyr fez um alerta diferente sobre a IA: o maior perigo talvez não seja a máquina sair do controle — e sim nós travarmos seu potencial com instituições que não acompanham o ritmo da tecnologia. 🤖🧵

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Na Febraban Tech 2026, em São Paulo, o historiador econômico contrariou o pessimismo dominante. Para ele, a humanidade “ainda não viu nada” em tecnologia: o melhor, acredita, ainda está por vir.

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Mokyr chegou a essa visão estudando o passado. A história, segundo ele, mostra uma engrenagem poderosa: ciência cria ferramentas; ferramentas ampliam a ciência; e o ciclo produz transformações que antes pareciam impossíveis.

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Foi assim na Revolução Industrial e na medicina. Agora, a IA entra como acelerador dessa engrenagem: consegue testar hipóteses, analisar padrões e simular sistemas complexos em uma escala que pesquisadores não tinham.

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O primeiro capítulo pode ser energético. Em fusão nuclear e ciência dos materiais, a IA pode otimizar simulações para buscar novas soluções de energia limpa — reduzindo tempo, custo e tentativa e erro em laboratório.

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Depois vem a biologia: rejuvenescimento celular, pesquisas de longevidade e plataformas de RNA mensageiro para doenças crônicas. Mokyr compara o potencial dessa frente ao impacto histórico dos antibióticos.

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Mas velocidade sem direção não basta. O desafio é criar regras capazes de reduzir riscos reais sem bloquear pesquisa, concorrência e acesso aos benefícios. Se poucos controlarem infraestrutura e dados, a promessa da IA encolhe.

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A provocação de Mokyr é simples e enorme: a IA pode ampliar o que a ciência consegue imaginar. A pergunta decisiva não é só o que as máquinas farão — é se a sociedade saberá construir instituições à altura delas.

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