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Resumo em 10 segundos

Não é um “botão do caos”, mas cada décimo de grau deixa extremos climáticos mais frequentes e intensos. 🌡️🇧🇷

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O planeta deve ultrapassar temporariamente 1,5°C de aquecimento — e isso mexe direto com o Brasil. 🌡️🇧🇷 Não é um número abstrato: significa mais calor, secas e chuvas extremas no nosso dia a dia. 🧵

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Esse cenário tem nome: overshoot. É quando a temperatura média global passa de 1,5°C em relação ao período pré-industrial, com a meta de depois voltar a cair. A questão agora é fazer essa ultrapassagem ser a menor e mais curta possível.

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O PNUMA reconheceu que o limite de 1,5°C será ultrapassado. Mas isso não quer dizer “acabou”. Segundo o debate, para ainda haver reversão, o aquecimento não pode passar de 1,8°C. Cada fração de grau faz diferença.

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E os efeitos não aparecem de uma vez, como num filme. Eles vão se acumulando: a cada décimo de grau, ondas de calor, secas e chuvas intensas tendem a ficar mais fortes e mais frequentes, explica o pesquisador José Marengo, do Cemaden.

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Para o Brasil, isso bate em áreas bem concretas: água disponível, produção de alimentos, energia e trabalho. Calor extremo reduz a capacidade de trabalhar com segurança, especialmente para quem atua ao ar livre ou em locais sem proteção térmica.

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Também é um desafio de tecnologia e planejamento: alertas de desastres, cidades com drenagem melhor, adaptação da rede elétrica e dados climáticos acessíveis podem salvar vidas. Ciência precisa chegar a quem toma decisão — e a quem está na área de risco.

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A frase da cientista Thelma Krug resume bem: “cada ano, cada fração, cada ação importa”. Passar de 1,5°C não é uma sentença única; é um alerta para reduzir emissões e preparar o país antes que os extremos virem rotina.

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