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Ex-ministro diz que nova composição do Congresso mudou o peso dos riscos na eleição — e cobra projeto de país. 🗳️

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Pedro Parente, ex-ministro de FHC e ex-presidente da Petrobras, vê um risco maior de concentração de poder após o 1º turno: a direita conquistou força relevante na Câmara e no Senado. 🗳️🧵

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Para ele, a nova correlação de forças mudou a equação do 2º turno. Com um Executivo alinhado a maiorias amplas no Congresso, diminuem os contrapesos institucionais — peças essenciais para qualquer democracia funcionar bem.

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Parente compara o cenário aos EUA, onde Donald Trump governa com maioria republicana nas duas Casas. A comparação acende um debate importante: poder de governar precisa caminhar junto com fiscalização, transparência e instituições independentes.

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Mesmo sem declarar voto, Parente já disse que não vota em Flávio Bolsonaro. Após participar de um jantar com o candidato, afirmou ter saído com impressão pior do que a que tinha ao chegar.

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O ponto central da crítica: quando perguntado, Flávio não teria apresentado um projeto claro para o país. As propostas econômicas foram descritas como genéricas e expostas por assessores, não diretamente pelo candidato.

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Isso vai além de uma disputa eleitoral: um projeto de país precisa responder a emprego, educação, saúde, desigualdade regional e transição sustentável. Governar exige metas, prioridades e compromisso público verificável.

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A força de um Congresso não é um problema em si — pode aprovar políticas públicas e ampliar direitos. O desafio é impedir que maiorias circunstanciais enfraqueçam controles, pluralidade e a participação da sociedade nas decisões.

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O alerta de Parente resume um princípio valioso: eleições definem governos, mas democracias saudáveis preservam limites ao poder. Quanto mais informação, debate e cobrança por propostas concretas, melhor para o país. 🇧🇷

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