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Ele recebeu perdão presidencial, tinha passagem para a Armênia — e mesmo assim continua detido. O destino de Denis Kulanin virou um teste para os direitos humanos na Geórgia. 🧵

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Perdoado pela presidente da Geórgia, Denis Kulanin deveria embarcar rumo à Armênia. Mas, em vez disso, continua detido — e cresce o temor de que seja enviado à Rússia, onde criticou a guerra na Ucrânia. 🧵

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Kulanin é cidadão russo e se manifestou publicamente contra a invasão da Ucrânia, além de apoiar Aleksei Navalny. Na Rússia atual, posições assim podem levar a processos criminais, prisão e maus-tratos, segundo a Amnesty International.

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A história começou em Tbilisi: ele foi condenado a dois anos por danos a uma viatura policial durante um protesto em 28 de março de 2025. Em 28 de agosto, foi um dos nove manifestantes perdoados pela presidência georgiana.

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O perdão, porém, não significou liberdade imediata. O Tribunal da Cidade de Tbilisi o enviou a um centro temporário da Migração, vinculado ao Ministério do Interior, enquanto seu caso de deportação segue em análise.

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Em 1º de setembro, seus advogados já haviam apresentado passagem, passaporte e cartão de embarque para a Armênia. Ele poderia sair voluntariamente para um país seguro. A detenção bloqueou essa rota — e alimentou a preocupação sobre uma entrega à Rússia.

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A Geórgia é obrigada pelo princípio de não devolução: nenhum país deve transferir alguém para um lugar onde haja risco real de perseguição, tortura ou outras violações graves. Nesse caso, garantir uma saída segura não é detalhe burocrático; é proteção à vida.

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