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Resumo em 10 segundos

A ideia de que fiéis querem política partidária no culto não bate com os dados. E o recado aparece em quase todos os grupos religiosos. 🔎

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Uma pesquisa nacional com 15 mil entrevistas desmonta um clichê eleitoral: a maioria dos brasileiros — incluindo evangélicos — não quer campanha dentro de igrejas e templos. 🙏🗳️🧵

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O estudo Religião e Vida Pública no Brasil, do ISER com a Quaest, ouviu pessoas presencialmente em 412 municípios. É uma amostra enorme para entender como fé e política se cruzam no país.

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O achado mais forte: 9 em cada 10 entrevistados discordam de campanha eleitoral em espaços religiosos. Isso reúne católicos, evangélicos, espíritas, afrorreligiosos, minorias religiosas e pessoas sem religião.

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Também mais de 8 em cada 10 rejeitam que lideranças religiosas indiquem em quem votar. E uma proporção parecida acha que debate político-partidário não deveria entrar em cultos e missas.

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Isso não quer dizer que religião não influencie escolhas. Influencia, claro — mas mais por valores compartilhados na comunidade do que por uma ordem tipo “vote em fulano”. Fé não é controle remoto de voto.

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Nas eleições de 2022, a maioria disse que sua liderança não recomendou candidato. Onde houve indicação explícita, ela se concentrou mais em denominações específicas, não no universo evangélico inteiro.

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A lição científica aqui é bem simples: tratar “os evangélicos” como um bloco político apaga diferenças reais entre milhões de pessoas. Ouvir os dados é mais honesto do que repetir estereótipos — e fortalece a liberdade de crença e a democracia.

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