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Uma denúncia no Irã liga redes financeiras do petróleo sancionado aos ataques contra petroleiros — e expõe o custo opaco das sanções. ⛽🌍

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⛽ Uma denúncia de um jornalista investigativo iraniano põe o dinheiro no centro da crise do Golfo: redes que movimentam receitas do petróleo sob sanções teriam incentivo para sabotar um acordo com Washington. E ataques a petroleiros entram nessa equação. 🧵

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Yashar Soltani afirma que um memorando assinado em junho entre Teerã e Washington reduziria o papel de intermediários usados para driblar as sanções ao petróleo. Menos bloqueio financeiro significaria menos poder — e menos lucro — para essas redes.

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Segundo Soltani, três petroleiros sauditas e catarianos foram atacados no Estreito de Hormuz menos de três semanas após o acordo. Ele sustenta que os episódios ajudaram a inviabilizar a negociação. É uma alegação grave, ainda sem comprovação pública independente.

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O ponto mais revelador é o custo: ele calcula que transferir a receita de um navio com cerca de US$ 90 milhões em petróleo custe US$ 4 milhões via intermediários. Pelo sistema bancário internacional SWIFT, seriam cerca de US$ 500.

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Sanções são vendidas como pressão sobre governos, mas também criam economias paralelas: operadores com acesso privilegiado, taxas enormes e pouca transparência. Quem paga a conta costuma ser a população, afetada por inflação, escassez e isolamento financeiro.

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A reação foi imediata. Veículos ligados à linha dura e à Guarda Revolucionária acusaram Soltani de distorcer os fatos e disseram que Washington violou o memorando, especialmente nas cláusulas sobre Hormuz. A disputa é também uma guerra de narrativas.

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O caso expõe uma pergunta incômoda para todos os lados: quando diplomacia e comércio ficam reféns de canais opacos, quem fiscaliza os intermediários — e quem responde pelos riscos impostos a trabalhadores marítimos, países vizinhos e civis?

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