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EUA e gigantes do petróleo miram novos acordos na Venezuela. A promessa é acelerar a produção; a pergunta é como os ganhos serão divididos. 🛢️

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Mais de uma dúzia de acordos de energia pode ser anunciada na Venezuela, segundo o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright. A meta: mais que dobrar a produção de petróleo em poucos anos. Mas a quem essa corrida realmente serve? 🛢️🧵

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O maior movimento seria da Chevron: a empresa deve ampliar operações e assumir dois grandes campos na Faixa do Orinoco. A petrolífera já sinalizou US$ 7 bilhões em cinco anos. Investimento produtivo ou uma nova dependência de um único gigante?

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Shell, BP, Repsol e Eni também são citadas como possíveis signatárias. Mais concorrência pode trazer capital, tecnologia e eficiência — mas acordos transparentes terão salvaguardas reais para que a riqueza não fique concentrada nas multinacionais?

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O pano de fundo é direto: a gasolina nos EUA subiu mais de 40% no ano, pressionando Trump antes das eleições legislativas. A Venezuela entra como solução energética de mercado ou como peça de uma disputa eleitoral americana?

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Washington diz que quer reduzir a influência chinesa e russa no setor venezuelano. Só que trocar um polo de dependência por outro resolve a autonomia do país? E quem terá poder sobre receitas, dívida e decisões estratégicas?

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Wright afirma que os campos serão desenvolvidos em benefício de venezuelanos, americanos e do mercado global. Essa promessa só se sustenta se royalties, empregos locais, segurança trabalhista e impactos ambientais forem mensuráveis e públicos. A questão não é apenas produzir mais: é distribuir melhor.

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