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Resumo em 10 segundos

A atenção básica enfrenta equipes reduzidas e trabalho precarizado — mas a revisão da PNAB pode recolocar cuidado contínuo e próximo no centro do SUS. 🩺✨

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A atenção básica do SUS está sob pressão — e a PNAB deve ser atualizada até o fim do ano. 🩺🧵 A revisão é uma oportunidade concreta de reforçar as UBS, valorizar equipes e melhorar o cuidado de milhões de pessoas.

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É na UBS, o conhecido “postinho”, que muita gente busca ajuda primeiro. A atenção básica deve ser a porta de entrada do SUS: acolher, prevenir doenças, acompanhar tratamentos e orientar cada pessoa no caminho do cuidado.

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Segundo Antônio Augusto Dall’Agnol Modesto, da FMUSP, esse cuidado se apoia em 4 pilares: acesso, integralidade, longitudinalidade e coordenação. Em resumo: cuidar da pessoa por inteiro, ao longo da vida e sem deixá-la perdida na rede.

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Mas o cenário atual é desafiador. A professora Laura Feuerwerker, da USP, aponta redução de equipes, sobrecarga e fragmentação do trabalho. Quando falta tempo e gente, ficam mais difíceis a escuta qualificada e o acompanhamento próximo.

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A precarização também afeta diretamente a saúde. Contratos terceirizados e vínculos instáveis dificultam que profissionais construam equipes duradouras, conheçam o território e criem confiança com famílias acompanhadas por anos.

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Fortalecer a PNAB passa por equipes completas, condições dignas de trabalho e organização do cuidado. Isso pode significar mais prevenção, diagnóstico mais cedo, menos idas evitáveis a pronto-socorros e uma rede mais humana para todos.

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A grande oportunidade da revisão é simples e poderosa: fazer da UBS um lugar acessível, estável e resolutivo. Investir em atenção básica não é gasto isolado — é a base para um SUS mais eficiente, próximo e capaz de cuidar melhor.

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