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Resumo em 10 segundos

🎮 O talento existe na Baixada Santista, mas as pontes entre formação, estúdios e financiamento ainda são frágeis. Entenda os dados do Censo Games Baixada 2.0.

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🎮 74% dos estudantes de jogos digitais da Baixada Santista querem mudar de cidade para trabalhar na área. O Censo Games Baixada 2.0 mostra que o problema não é falta de interesse: é a dificuldade de transformar talento local em oportunidade local. 🧵

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O levantamento ouviu 221 pessoas e revela uma desconexão importante: 55,1% dos estudantes e formados não conhecem nenhum estúdio de games da própria região. Em outras palavras, quem está se preparando para atuar muitas vezes nem sabe onde poderia começar.

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A experiência prática também é limitada. Só 30% dos estudantes e graduados tiveram passagem por estúdios; entre eles, 61% trabalharam fora da Baixada. Sem estágios, mentorias e redes locais, migrar acaba parecendo o caminho mais viável.

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Do lado dos estúdios, o cenário é igualmente inicial: a maioria tem menos de dois anos de vida e ainda não está formalizada. Isso não significa falta de capacidade criativa — mas dificulta acesso a contratos, investimento, editais e crescimento sustentável.

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O maior obstáculo citado por 69,6% dos estúdios foi a falta de recursos financeiros. E 60% nunca tentou participar de edital público. Aqui entra uma lição prática: informação acessível, apoio para inscrição e políticas de fomento podem ajudar ideias a virarem negócios.

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A pesquisa também mediu a relação do público com IA generativa: 37,7% evitariam comprar jogos feitos com a tecnologia, enquanto 53% dizem que depende da transparência e da qualidade. O recado é claro: IA não substitui confiança nem respeito ao trabalho criativo.

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Outro dado chama atenção: 42% dos jogadores não sabem se já jogaram um título feito na Baixada. Aproximar games locais do público — em eventos, escolas, lojas digitais e comunidades — pode criar visibilidade, mercado e identidade para a cena regional.

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O Censo Games Baixada 2.0, criado por Scienza Studio, Capsule Electronic Studio, Elton Cezar e André Luiz Alvarez, aponta um caminho: a região já tem gente querendo criar jogos. O desafio agora é conectar formação, financiamento, estúdios e público para que talento não precise partir.

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