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Anistia perde força entre Congresso, STF e rua — entenda passo a passo por que o 'perdão amplo' não anda 🧭⚖️

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Anistia a Bolsonaro perde força no Congresso 🧵: proposta de 'perdão amplo' enfrenta resistência parlamentar, judicial e popular. Nesta thread vou explicar quem freou a ideia, como funciona o processo e o que isso significa para a democracia e para a responsabilização dos atos de 8 de Janeiro.

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Primeiro ponto técnico: para aprovar uma anistia é preciso maioria qualificada na Câmara e no Senado — e politicamente eles precisam de 257 votos na Câmara para pautar/avançar. Lideranças do PT já avisaram: 'se pautar, vamos derrotar no voto'. Explico o que significa 'pautar' e 'urgência' no processo legislativo.

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A articulação conservadora se fragilizou com Valdemar Costa Neto (PL). Primeiro ele admitiu publicamente um plano, depois negou — isso expôs fissuras internas e deu combustível à narrativa de desordem, enfraquecendo a defesa de anistia entre aliados e na opinião pública.

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Até aliados históricos reagiram: Ricardo Salles e Fábio Wajngarten criticaram Valdemar, e Tarcísio de Freitas viu sua imagem arranhada ao apoiar pauta impopular. Nem anistia parcial para reduzir penas relacionadas ao 8 de Janeiro parece ganhar tração no momento.

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Do lado institucional, o STF se colocou vigilante e o governo evita embates diretos: após um almoço com Motta, Lula indicou que prefere encerrar o assunto para não tensionar a relação com a Corte. No Senado a atitude é de cautela — o Centrão mostra pragmatismo, não unidade cega.

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Reflexão final: a tentativa de anistia revelou mais do que uma disputa por votos — mostrou limites institucionais e custo político de normalizar violência política. A lição democrática é clara: responsabilização, regras claras e transparência são essenciais para evitar concentrações de poder e garantir justiça às vítimas.

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