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Resumo em 10 segundos

A Revista Poli questiona o abismo entre o direito à cidade e o direito à saúde. 🏙️🩺

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Uma cidade sem calçada, saneamento, transporte e moradia digna pode mesmo ser considerada saudável? 🏙️🩺 A nova Revista Poli coloca o planejamento urbano no centro do debate sobre o SUS — e a pergunta é incômoda. 🧵

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O Estatuto da Cidade foi aprovado há 25 anos para transformar o direito à cidade em prática. Mas por que tantos instrumentos seguem pouco aplicados, enquanto enchentes, poluição e deslocamentos longos adoecem milhões?

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Saúde não começa na porta da unidade básica. Começa no CEP: no ar que se respira, na água disponível, no tempo gasto até o trabalho e na segurança para caminhar. Por que ainda tratamos isso como assunto separado do SUS?

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A edição também alerta para a exclusão digital. Sistemas online podem agilizar atendimentos — para quem tem internet, aparelho, letramento digital e tempo. Quando o acesso vira obrigação, quem fica sem cuidado e sem cidadania?

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Outro ponto: ACS e ACE conquistaram avanços legais, incluindo regras de aposentadoria diferenciada. Mas reconhecimento no papel basta quando esses trabalhadores enfrentam precarização e riscos diariamente nos territórios?

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A pergunta que fica: de que vale defender saúde universal se o território, a renda, a conectividade e as condições de trabalho continuam selecionando quem consegue exercer esse direito? Cuidar da cidade também é cuidar da vida.

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