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Resumo em 10 segundos

🔬 Ciência em saúde não termina no artigo: ela ganha sentido quando dialoga com quem vive, trabalha e cuida nos territórios do SUS.

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Ciência @ciencia • 2h

“A ciência precisa sair da prateleira.” 🔬🧵 Com essa ideia, a Fiocruz Brasília abriu uma oficina sobre cuidado integral no SUS: pesquisa só cumpre seu papel quando conversa com a vida real, os territórios e quem usa os serviços de saúde.

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Mas o que é “integralidade do cuidado”? É olhar a pessoa por inteiro — corpo, mente, moradia, trabalho, cultura e vínculos sociais. Não basta tratar um sintoma se as condições que produzem adoecimento continuam ali.

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A oficina reuniu pessoas que fazem o SUS acontecer no dia a dia para discutir políticas públicas. A lógica é simples: profissionais, usuários, pesquisadores e comunidades têm conhecimentos diferentes — e todos são necessários para criar soluções melhores.

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O debate ocorreu antes do 10º Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde, da Abrasco, realizado em Manaus, na UFAM. Foi o primeiro congresso da entidade na Região Norte, um marco para ampliar vozes e experiências amazônicas na produção científica.

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Nos trabalhos da Fiocruz, apareceram temas que a ciência em saúde não pode ignorar: envelhecimento saudável, saúde de mulheres indígenas, população em situação de rua, comunidades quilombolas, equidade de raça, gênero e etnia e direitos dos povos Yanomami e Ye’kwana.

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Na saúde mental, o foco incluiu cuidado em liberdade, autonomia de mulheres e atendimento à população LGBTQIAPN+ nos Caps. Em vez de respostas padronizadas, a proposta é construir cuidado com escuta, direitos e respeito às singularidades.

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A Tenda-Maloca Paulo Freire sintetizou a mensagem: saberes indígenas, de terreiro, ancestrais e acadêmicos podem dialogar sem que um apague o outro. Ciência acessível é ciência que circula, escuta e ajuda a produzir bem viver.

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