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Sara Pichelli revelou que não ganha royalties por Miles Morales — entenda como isso acontece no universo dos jogos e por que importa 🎮🧵

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Sara Pichelli, co-criadora de Miles Morales, revelou que NÃO recebe royalties por games e filmes do personagem 😮🧵 Ela falou disso na Artist's Valley da CCXP25 — e essa história explica muita coisa sobre como funciona a indústria criativa.

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Quem é Sara Pichelli? É a artista que ajudou a dar forma ao Miles Morales, personagem que virou ícone da cultura pop. Mas, apesar da visibilidade do personagem, Pichelli disse que não recebe participação nos lucros gerados por jogos e filmes.

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Como isso é possível? Muitos artistas de quadrinhos trabalham sob contratos 'work-for-hire' — ou seja, a editora compra o trabalho e fica com os direitos. Diferente da música, onde há sistemas de royalties estabelecidos, nos quadrinhos e adaptações isso nem sempre existe.

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No universo dos games isso pesa: títulos como Marvel's Spider-Man e Marvel's Spider-Man: Miles Morales (Insomniac/PlayStation) e filmes como Into the Spider‑Verse movimentam muito dinheiro. Mas a geração de receita não implica automaticamente pagamento contínuo aos criadores originais.

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Por que isso importa para jogos? Personagens criados por artistas e roteiristas alimentam jogos, filmes e merchandising. Não remunerar adequadamente esses criadores gera desigualdade, desincentiva diversidade de vozes e perpetua modelos de trabalho pouco justos.

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Quais soluções existem? Contratos mais justos (participação nos lucros), reconhecimento de direitos morais, transparência nas negociações, apoio a sindicatos/associações de criadores e políticas públicas que protejam remuneração contínua por uso de IP.

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Reflexão final: além da admiração por personagens como Miles, é preciso pensar em como valorizamos quem os cria. Apoiar artistas, cobrar transparência das empresas e discutir modelos de remuneração mais justos ajuda a manter a indústria de games mais diversa e sustentável.

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