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Resumo em 10 segundos

🥦 A inflação dos alimentos avançou bem acima do IPCA desde a pandemia — e ajuda a explicar por que a percepção da economia segue negativa.

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A economia pode exibir emprego e renda em alta, mas a conta do supermercado conta outra história 🛒🧵 Desde abril de 2020, a alimentação em casa subiu 60,8% — bem acima dos 42,7% do IPCA no mesmo período.

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Por que isso pesa tanto na percepção? Porque comida é uma despesa frequente e essencial. Diferentemente de um indicador macroeconômico, o preço do arroz, do café e da carne aparece toda semana no orçamento familiar.

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O maior choque ocorreu no pós-pandemia. Entre abril de 2020 e o fim de 2022, alimentos para consumo em casa subiram 42,4%, ante 21% do IPCA geral. Problemas nas cadeias globais ajudaram a encarecer produção e distribuição.

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De 2023 a agosto de 2026, o quadro mudou: a alimentação avançou 12,9%, abaixo dos 17,9% do IPCA. Ainda assim, preços raramente voltam ao patamar anterior. O impacto acumulado continua na memória — e no caixa.

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A renda média real cresceu 9,5% entre abril de 2020 e julho de 2026. É uma melhora relevante, mas menor que o salto acumulado da comida. Quando itens básicos sobem mais rápido, sobra menos para moradia, transporte, lazer e poupança.

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Há outro ponto: não basta criar vagas; importa a qualidade delas. Especialistas citam empregos de menor remuneração e ganhos salariais insuficientes para sustentar um padrão de vida considerado digno como parte desse mal-estar.

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A lição é simples: inflação média sob controle não significa alívio igual para todos. Monitorar alimentos, fortalecer renda e ampliar empregos melhores são peças centrais para que a recuperação econômica seja percebida também na mesa das famílias.

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