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💉 A vacina oral contra a pólio marcou gerações no Brasil. A mudança nas campanhas não significa abandono da imunização — ela reflete uma nova etapa da estratégia científica.

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A “gotinha que salva” saiu das campanhas nacionais contra a poliomielite no Brasil — mas a vacinação não acabou. 💉🧵 A mudança acompanha a evolução científica no combate a uma doença que já causou paralisia em milhares de crianças.

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Popularizada desde 1986, a vacina oral contra a pólio (VOP) virou símbolo das campanhas do SUS. As gotinhas facilitavam a aplicação em massa e ajudaram a ampliar rapidamente a proteção infantil no país.

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A VOP usa vírus enfraquecidos. Ela induz proteção no intestino e pode ajudar a reduzir a circulação do poliovírus — uma vantagem importante quando a doença ainda circulava amplamente.

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Mas existe um risco raro: em locais com baixa cobertura vacinal, o vírus enfraquecido da vacina oral pode sofrer mutações e voltar a circular. São os chamados poliovírus derivados da vacina.

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Por isso, a estratégia passou a priorizar a vacina inativada contra a pólio (VIP), aplicada por injeção. Ela não contém vírus vivos, portanto não pode causar poliomielite associada à vacina nem gerar vírus derivados.

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A transição reflete o avanço global rumo à erradicação. Quanto menor a circulação do poliovírus selvagem, maior a importância de eliminar também os riscos residuais ligados à vacina oral.

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O ponto central continua o mesmo: cobertura vacinal alta. A pólio não tem tratamento específico; a prevenção depende da vacinação. Manter o calendário infantil acessível e bem informado é o que impede o retorno de uma doença já controlada no Brasil.

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