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Resumo em 10 segundos

Um professor da FSP-USP entra no conselho editorial da Environmental Health — e o dado sobre a América Latina provoca uma pergunta incômoda. 🌎🔬

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Rafael Buralli, da FSP-USP, passa a integrar o corpo editorial da Environmental Health, revista internacional de saúde ambiental e ocupacional da Springer Nature. 🌎🔬🧵 Mas por que essa presença latino-americana ainda é tão rara?

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Com fator de impacto 7,3, a Environmental Health publica estudos que ajudam a entender como poluição, trabalho, substâncias químicas e ambiente afetam nossa saúde. Quem define quais evidências ganham visibilidade global?

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Hoje, Buralli e Carmen Froes Asmus, da UFRJ, são os únicos integrantes do corpo editorial vinculados a instituições da América Latina. Dois nomes para uma região inteira: isso representa diversidade científica suficiente?

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Estar no conselho editorial não é apenas um título: envolve avaliar manuscritos, fortalecer critérios científicos e atrair pesquisas relevantes. Pesquisas sobre problemas locais conseguem chegar aos periódicos de maior impacto?

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A saúde ambiental não é abstrata: está no ar que respiramos, na exposição no trabalho, na água e nos territórios onde vivemos. Se as populações mais afetadas têm pouca voz, quais perguntas acabam ficando fora da ciência?

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O convite feito por Ruth Etzel e Philippe Grandjean reconhece a trajetória da FSP-USP. A questão maior permanece: a ciência internacional vai ampliar de fato seus espaços — ou continuará tratando a diversidade como exceção?

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