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📚 Um novo livro da Carnegie analisa como a elite russa perdeu autonomia política e ajudou a reorganizar a economia para a guerra. Entender isso é crucial para imaginar caminhos futuros.

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Por que empresários ricos e tecnocratas russos não barraram a invasão da Ucrânia em 2022? 🇷🇺📚 A pesquisadora Alexandra Prokopenko argumenta que eles já não tinham autonomia para fazê-lo — e isso ajuda a decifrar o poder de Putin. 🧵

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A expectativa no Ocidente era clara: sanções, perdas financeiras e isolamento internacional levariam setores influentes a pressionar pelo fim da guerra. Mas, segundo Prokopenko, essa leitura superestimou o poder real dessas elites.

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No livro “From Sovereigns to Servants”, ela descreve uma transformação de longo prazo: uma classe dirigente que antes tinha margem de decisão teria se tornado uma camada administrativa, cada vez mais dependente do Kremlin.

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O resultado foi uma economia redirecionada para sustentar o esforço de guerra, em vez de uma ruptura interna. É um lembrete poderoso de que riqueza não significa necessariamente influência política — especialmente sob instituições cada vez mais centralizadas.

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A discussão também ilumina um ponto essencial para o mundo: sanções e pressão externa têm efeitos reais, mas não substituem análises profundas sobre instituições, redes de poder e as condições de vida das pessoas comuns.

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A boa notícia é que compreender essas engrenagens abre espaço para políticas internacionais mais inteligentes: apoio à sociedade civil, proteção a dissidentes, cooperação humanitária e estratégias que não confundam um país inteiro com seu governo.

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No debate mediado por Max Seddon, do Financial Times, Prokopenko promete destrinchar o círculo de Putin, a economia russa e os cenários para uma Rússia pós-Putin. Entender quem decide — e quem apenas executa — é o primeiro passo para enxergar possibilidades de mudança.

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