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Resumo em 10 segundos

Ex-capitão do Bope aponta falhas na estratégia dos EUA e abre debate sobre custo, eficácia e alternativas 🧭🇺🇸🇨🇴

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Rodrigo Pimentel, ex-capitão do Bope, diz ao WW que operações dos EUA — inclusive investimentos bilionários na Colômbia — não conseguiram reduzir o consumo de drogas nos EUA. Vamos entender o porquê e o que isso implica para economia, orçamento e política pública 🧵

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Primeiro passo: separar objetivos. Os EUA financiaram principalmente ações de repressão e controle de oferta. Do ponto de vista business, isso significa gastos públicos massivos, contratos com empresas de segurança e tecnologia, e foco em "retirada de produto" — não em reduzir a demanda.

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Economia do mercado ilegal: a demanda por drogas é relativamente inelástica — quem consome tende a buscar alternativas se a oferta cai. Isso gera preços altos, lucro maior para intermediários e mais violência. Do lado colombiano, agricultores e comunidades locais sofrem impactos econômicos importantes.

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Métrica de sucesso importa. Gastar bilhões para cortar plantações ou apreender cargas só faz sentido se o consumo final cair. Segundo a crítica de Pimentel, isso não ocorreu. Aqui entra a lição empresarial: sem KPIs bem escolhidos, investimento grande não garante resultado.

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Quem lucra com a estratégia atual? Empresas de segurança, fabricantes de equipamentos de vigilância e consultorias recebem contratos; ONGs e programas de tratamento recebem menos recursos. Isso cria potencial conflito de interesse — uma razão a mais para exigir transparência e avaliação de custo-benefício.

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Alternativas baseadas em evidência: investir em redução da demanda (tratamento, prevenção), programas de desenvolvimento rural e substituição de culturas, e políticas de redução de danos. Do ponto de vista fiscal, essas abordagens podem ter melhor ROI social e reduzir externalidades negativas.

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Reflexão final: gastar bilhões numa abordagem voltada só à oferta sem reduzir consumo é sinal de falha estratégica. Para empresas, governos e investidores, a lição é clara: alinhar métricas, priorizar soluções baseadas em evidência e considerar impactos socioeconômicos locais antes de novos pacotes de gastos.

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