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🩺 Diabetes descontrolado afeta vasos, imunidade e nervos, dificultando a cicatrização. Nos pés, uma lesão pequena pode evoluir silenciosamente.

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Uma ferida pequena no pé pode virar uma complicação grave no diabetes descontrolado. 🩺 A ciência explica: glicose alta por longo período prejudica vasos, imunidade e nervos — três pilares da cicatrização. 🧵

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O processo começa antes da ferida: a hiperglicemia, junto ao estresse oxidativo e outras alterações metabólicas, provoca inflamação nos vasos sanguíneos. Isso acelera a formação de placas de gordura e pode comprometer a circulação.

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Com menos sangue chegando aos tecidos, faltam oxigênio e nutrientes indispensáveis para reparar a pele. Segundo a endocrinologista Geísa Maria Campos de Macedo, da SBD, essa redução ajuda a explicar a dificuldade de cicatrização.

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O diabetes também enfraquece a resposta contra infecções. Células de defesa podem agir mais lentamente, enquanto a inflamação persistente e o estresse oxidativo reduzem a capacidade do organismo de conter microrganismos.

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A neuropatia diabética agrava o risco: danos nos nervos, especialmente dos pés, diminuem a sensibilidade. A pessoa pode não notar cortes, bolhas ou pressão excessiva no calçado — e a lesão evolui sem ser percebida.

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Úlceras nos pés exigem acompanhamento contínuo e podem levar meses para fechar. Em casos avançados, infecção e necrose podem resultar em amputação. Controle glicêmico e avaliação precoce de qualquer ferida são medidas decisivas.

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A lição científica é direta: prevenir vale muito. Examinar os pés regularmente, buscar atendimento diante de feridas e manter o diabetes acompanhado pode interromper uma cadeia de eventos que começa no metabolismo e ameaça a mobilidade.

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