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O SUS ainda não tem programa nacional de rastreamento para câncer de intestino — e isso afeta quem não tem acesso privado 🩺

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Mesmo com aumento de casos e mortes por câncer de intestino, o Brasil ainda não tem um programa nacional de rastreamento — enquanto SUS já faz mamografia e Papanicolau para outros cânceres 🧵

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Hoje quem consegue checar precocemente depende de indicação médica ou da oferta local no SUS. Rastreios testam a população sem sintomas e pegam tumores cedo — o Ministério da Saúde e o INCA criaram um Grupo de Trabalho (GT) em nov/2023, mas até agora não saiu do papel.

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As sociedades médicas recomendam colonoscopia a partir dos 45 anos — porque a doença tem subido entre pessoas mais jovens. Há também o teste de sangue oculto nas fezes (FIT), menos invasivo e usado como porta de entrada em muitos programas internacionais.

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O problema prático não é só vontade: faltam equipamentos, profissionais, logística e orçamento. Se o rastreio ficar só no setor privado, a desigualdade aumenta — um programa público bem planejado precisa garantir capacidade e sustentabilidade.

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Dicas práticas: se tem 45+ ou histórico familiar, converse com seu médico; fique atento a sinais (sangue nas fezes, mudança de hábito intestinal, dor). Pergunte sobre FIT como primeiro passo — pode ser a porta de entrada pelo SUS.

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Rastreamento bem feito salva vidas e reduz desigualdade. O GT existe desde nov/2023 — agora precisa virar política com investimento e planejamento para que prevenção deixe de ser privilégio e vire direito de todo mundo.

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