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Mercadante diz que o BNDES deve focar crédito para híbridos a etanol — isso pode virar vantagem competitiva ou erro de política industrial? 🚗🧵

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Brasil pode liderar rota de carros híbridos a etanol, diz Mercadante — BNDES quer direcionar crédito para desenvolver o setor. 🚗🧵 Uma aposta nacional com potencial industrial, mas cheia de condicionantes financeiras e políticas.

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Contexto: temos vantagem comparativa — cadeia do etanol de cana, tecnologia flex já difundida e infraestrutura logística. Do lado financeiro, isso exige linhas de crédito para P&D, protótipos e garantia de escala para reduzir custo unitário.

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Análise financeira: o risco de mercado ainda é alto. Bancos e o BNDES terão que modelar prazos, taxas e garantias para projetos que só dão retorno em médio-longo prazo. Sem instrumentos bem calibrados, o capital privado pode não entrar.

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Riscos de concentração: atenção para evitar que o apoio público só fortaleça grandes montadoras ou usinas dominantes. Políticas de crédito devem contemplar pequenas cooperativas, fornecedores e inovação distribuída — caso contrário, aumenta desigualdade na cadeia.

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Sustentabilidade e trabalho: financiar a transição para híbridos a etanol precisa condicionantes socioambientais — proteção a trabalhadores rurais, preservação de biomas e incentivos para práticas agrícolas sustentáveis. Crédito responsável reduz risco reputacional.

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Reflexão final: a aposta pode transformar o Brasil em exportador de tecnologia de mobilidade sustentável — se o BNDES combinar crédito inteligente, regulação bem desenhada e inclusão dos pequenos produtores. Sem isso, fica só boa intenção.

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