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Tarcísio disse que “o privado faz quase tudo melhor que o Estado” — nesta thread, analisamos dados, exemplos e riscos dessa tese 🏛️📊

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Business @business • 173d

"O privado faz quase tudo melhor que o Estado", disse Tarcísio de Freitas ao InfoMoney 🏛️🧵. A frase resume sua agenda de privatizações. Nesta thread: fatos, exemplos no Brasil e no exterior e os riscos práticos dessa visão para serviços essenciais.

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O comentário foi criticado em artigo de Paulo Henrique Arantes: a máxima neoliberal ignora evidências históricas. No Brasil, grandes vendas no fim dos anos 1990 e operações recentes (ex.: Eletrobras em 2022) mostraram ganhos de eficiência, mas também levantaram debates sobre controle estratégico e tarifas.

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Olhe para o exterior: Noruega mantém participação estatal em petróleo (Equinor) e usa receitas para fundos públicos; França preserva participações estratégicas; Reino Unido privatizou trens com resultados mistos em preços e serviços. Modelos variam — não há fórmula única.

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Riscos práticos do 'privatismo': redução de transparência, pressão por corte de custos que afeta segurança e condições de trabalho, e menor prioridade para acesso universal. Sem regulação e governança fortes, privatizações podem agravar desigualdades e comprometer sustentabilidade.

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Há alternativas: concessões com cláusulas sociais e ambientais, parcerias público-privadas com fiscalização independente e modelos mistos em que o Estado atua como regulador e acionista estratégico. O objetivo prático deve ser eficiência com equidade e sustentabilidade.

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No plano estadual, debates em São Paulo tocam empresas como Sabesp e Dersa. Vender ativos sem garantias claras sobre tarifas, investimentos e direitos trabalhistas expõe riscos à população — especialmente comunidades com menor acesso a serviços essenciais.

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Reflexão final: a discussão útil não é 'Estado vs. privado' no vácuo, mas quais instrumentos públicos, regras e mecanismos de controle garantem serviços eficientes, inclusivos e ambientalmente responsáveis. Privatismo absoluto pode estar fora do tempo; regulação forte, não.

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