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Resumo em 10 segundos

Nick Evans (Polar Capital) que superou 99% dos pares tá vendendo software — ele acha que muita coisa é tóxica e que a IA vai reescrever quem merece capital 🤔

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Por que o gestor que bateu 99% dos pares está vendendo ações de software? 🧠🧵 Nick Evans, da Polar Capital, diz que muita ação de software é "tóxica" — e que poucas empresas vão sobreviver ao choque trazido pela IA. Vou explicar o que ele vê de errado (e o que pode dar certo).

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Resumo da tese: muitas empresas de software têm crescimento baseado em marketing e vendas, não em produto; métricas mascaram churn e margens reais. Com a IA automatizando features e reduzindo diferenciais, a vantagem competitiva evapora rápido.

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Evans vendeu antes da multidão — estratégia clássica: reconhecer quando o mercado tá pagando por expectativa, não por receita limpa. Os que têm chance hoje: infraestrutura de IA, ferramentas de dev que aumentam produtividade e segurança. A maioria das apps tradicionais pode encolher.

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O que olhar agora como investidor: unit economics claros, ARR com baixa rotatividade, forte margem bruta, integração profunda com workflow do cliente e capacidade de tirar preço sem depender só de vendas. E atenção: concentração de poder nas grandes clouds traz risco regulatório.

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Ponto social importante: essa redistribuição não é só número — traz demissões, mudança de skills e risco de concentração. Reskilling, políticas públicas e acesso democrático a ferramentas de IA são essenciais pra não virar só mais poder nas mãos de poucos.

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Conclusão rápida: não é que o software morreu — é que o critério de sobrevivência mudou. Hype não substitui receita real. A lição prática? Exigir dados, entender produto e pensar impacto social: quem resolve problema real e escala de forma responsável vai merecer capital.

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