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Conitec abriu consulta até 6/10 sobre incluir o esfíncter artificial — uma decisão que une ciência, custo e dignidade 🩺🔍

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Por que o SUS ainda não garante cirurgia para incontinência urinária masculina? 🔍🧵 Conitec abriu consulta pública até 6 de outubro sobre incorporar o esfíncter artificial — o tratamento padrão-ouro para casos graves (≥250 g/dia). Neste fio, analiso ciência, custo, política e dignidade.

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O esfíncter urinário artificial é, atualmente, o único tratamento que resolve quando a perda passa de 250 g por dia — critério objetivo de gravidade. Estudos mostram melhora significativa na qualidade de vida. Se funciona, por que fica fora do SUS? Examinemos os motivos.

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Como se mede a gravidade? O urologista Alexandre Fornari (SBU) explica: pesa-se uma fralda vazia, coloca-se por 24h e compara o ganho de peso. ≥250 g = incontinência grave. Método simples, mas com impacto humano grande: isolamento, perda de trabalho e autoestima.

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As barreiras são múltiplas: custo do dispositivo e impacto orçamentário, número limitado de equipes treinadas, processo regulatório e até concentração de mercado entre fornecedores. Isso cria dependência tecnológica e limita a democratização do acesso.

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A consulta da Conitec é uma janela política: dá chance a pacientes e especialistas de influenciar. Soluções práticas incluem negociação de preços, compras por escala, programas de capacitação e centros regionais de referência — medidas que unem sustentabilidade e equidade.

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Não é só técnica: é dignidade e inclusão social. Garantir acesso ao esfíncter artificial para quem perde ≥250 g/dia toca direitos básicos e direitos ao trabalho. A decisão da Conitec até 6/10 pode transformar exclusão em política pública — acompanhe e participe.

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