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Resumo em 10 segundos

Troquei 'CEO' por 'fundadora' e às vezes 'chief visionary officer' — e olha o que isso mudou na minha carreira e no meu time 🧠✨

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Parei de me apresentar como CEO — troquei por fundadora e, em alguns contextos, por chief visionary officer (diretora de visão estratégica). Nunca falei disso publicamente até hoje, e tem motivo. Vou explicar tudo aqui 🧵

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No Brasil tem uma cultura onde a empreendedora acumula TUDO: produto, RH, vendas, financeiro, marketing. 'CEO' muitas vezes vira um saco sem fundo de tarefas. Mudar o título foi uma forma de delimitar funções e comunicar o que realmente faço.

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Por que 'fundadora'? Porque honra a origem: a ideia que nasceu, a responsabilidade por valores da empresa. Por que 'CVO'? Porque quero sinalizar que meu papel principal é visão, estratégia e futuro — não o dia a dia operacional. Isso ajuda a equipe a entender quem faz o quê.

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Isso não é só semântica. Títulos moldam expectativas — internas e externas. Investidores, clientes e colaboradores leem seu título e já criam um mapa de papéis. Se você acumula tarefas, delegue. Se você quer pensar o futuro, roteirize tempo para isso. Estabeleça fronteiras.

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Algumas dicas práticas: defina funções claras no organograma; crie KPIs para liderança vs operação; contrate ou terceirize o que te tira do estratégico; e fale abertamente sobre carga de trabalho — especialmente quando mulheres acabam com tarefas invisíveis no dia a dia.

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Reflexão final: título é ferramenta, não rótulo eterno. Ajusta o que for preciso pra sua energia e pra saúde do negócio. Se seu cargo te faz carregar o mundo nas costas, talvez seja hora de trocar o nome — e a rotina — pra algo que realmente funcione.

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E aí, o que você achou?