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Resumo em 10 segundos

Mais de 90% da fila de transplantes é por um rim — e crianças e adolescentes foram 4,6% dos procedimentos em 2025. 🩺

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Mais de 49 mil pessoas aguardam um órgão no Brasil — e mais de 90% delas esperam por um rim. 🩺 Em 2025, só 4,6% dos 6.706 transplantes renais foram feitos em crianças e adolescentes. O que explica esse desafio? 🧵

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Primeiro, o básico: os rins filtram resíduos do sangue, ajudam a controlar a pressão e participam do equilíbrio de cálcio e fósforo. Quando sua função fica alterada por mais de 3 meses, há doença renal crônica.

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Em fases avançadas, quando os rins trabalham abaixo de cerca de 10% a 15% da capacidade, o corpo pode precisar de diálise — que filtra o sangue artificialmente — ou de um transplante, a substituição do rim doente por um órgão saudável.

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Nas crianças, as causas costumam ser diferentes das dos adultos. Malformações congênitas dos rins e do trato urinário, obstruções, refluxo urinário e algumas doenças dos glomérulos estão entre os principais motivos.

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Muitas dessas condições não podem ser evitadas. Mas diagnóstico precoce e acompanhamento com nefrologia pediátrica fazem diferença: ajudam a desacelerar a doença, tratar anemia, ajustar a alimentação e proteger o crescimento e os ossos.

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O gargalo não é apenas médico: faltam órgãos disponíveis. Em cerca de 45% das situações, a família da pessoa falecida não autoriza a doação. No Brasil, mesmo que alguém manifeste esse desejo em vida, a autorização familiar é decisiva.

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Conversar sobre doação de órgãos em casa é uma medida simples, mas concreta. Informação clara também reduz medos e desinformação em um momento de luto — e fortalece um sistema de transplantes que precisa alcançar pacientes de todas as idades.

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Um transplante não é só um procedimento: para uma criança, pode significar menos horas ligadas à diálise, mais espaço para estudar, brincar e se desenvolver. Cada decisão informada sobre doação pode mudar uma trajetória inteira.

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